Com os dispositivos móveis cada vez mais massificados, as empresas de segurança e consultoria alertam para o incremento de vírus e malwares dedicados aos equipamentos. Segundo elas, os tablets e smartphones com Android, sistema operacional do Google, são os principais alvos dos cibercriminosos, e lançam alertas permanentes. Mas o Google parece disposto a não aceitar calado esse tipo de ação.

Segundo Chris DiBona, gerente de produtos open source do Google, em entrevista ao portal Gizmodo, a empresa quando é notificada sobre malwares no Android, age rapidamente para removê-lo dos aparelhos ou da loja de aplicativos. E compra briga séria com as empresas de segurança, ao afirmar que “elas estão brincando com seus medos para tentar lhe empurrar programas inúteis de proteção”, referindo-se ao desembarque de programas de proteção para dispositivos móveis.

E ainda contra o que chamou de tom alarmista e ‘paranóico’, disparou contra as empresas: “são charlatãs e scammers”. É fato que consultorias e empresas de segurança alertam para o elevado índice de ações criminosos contra o Android, sistema operacional que está reinando no mundo dos dispositivos móveis.

De acordo com a Juniper Networks, por exemplo, em julho, houve um crescimento de 42% nos ataques ao dispositivos por meio de criação de malwares, voltados para roubar mensagens, localizações, dados pessoais ou senhas.

Nesta semana foi a vez da McAfee, empresa da Intel, reiterar o alera. Segundo relatório da companhia, “o Android é, claramente, o alvo de pessoas mal-intencionadas”. A McAfee ressalta que a forma mais comum de ataque foi o envio de trojans via SMS que coletam informações pessoais para desvio de dinheiro em operações on-line.

Uma das novidades detectadas nos ataques, segundo o relatório, é a gravação de conversas telefônicas enviadas aos hackers, que usam os dados para tentativa de roubo virtual.

 

Fonte: Convergência Digital

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